Clicadas

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

À arte Romântica

Descobri que me identifico imensamente com o protagonista de 500 Dias com Ela. Tive uma educação de filmes de romance dos mais variados, mas para confessar a triste verdade, na maioria aqueles bem idealizados. O amor sempre vencia todas as barreiras. Em alguns, dos mais dramáticos, o casal se conhecia ao acaso (e isso depois era tido como destino para ficar mais belo na estória), se apaixonava simplesmente por compartilhar alguns gostos e opiniões, por causa de alguns momentos juntos... Eu protesto contra vocês, filmes enganadores. Eu protesto contra vocês, filmes enganadores, que se assistidos cedo demais, são capazes de uma pessoa ter uma visão idealizada de meio mundo, piorando todas as crises amorosas que ela virá a ter. Em contraponto, quero bater palmas aos realistas. Que eu me lembre agora, bato palmas de pé para Amantes.

Amor não é fogo que arde sem se ver. Amor não é conhecer de repente e amar logo, como por uma armadilha do destino, só porque é bonito dizer que é assim. Não é encontrar uma pessoa que seja igual a você, porque nem sempre é. Amor NÃO é brigar sempre e achar algum motivo para isso que combine com as idealizações. Quando se ama alguém, não se sente mal. Quem disse que para se chegar ao amor deve-se enfrentar obstáculos aparentemente intransponíveis? Pode ser, mas não é regra.

Amor deve ser algo natural. Acontece. Amar, me parece até agora, algo fácil. Você simplesmente ama e se deixa levar por isso. Pena que isso não fique tão bem como outras coisas em rolos de filmes e folhas de livros.

Quero esquecer que a arte Romântica produzida por amores impossíveis e idealizados é a mais linda.