"É preciso ter o caos dentro de si para dar à luz a uma nova estrela." Nietzsche
Clicadas
sábado, 30 de outubro de 2010
Melancolia-cinema-alegria
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
A se pensar:
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
7 anos, 84 meses, 336 semanas
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Somos ilhas distantes
Estamos todos num arquipélago, e esse arquipélago é a vida.
Na ilha em que agora me encontro, só uma pessoa me acompanha.
As outras estão em outras ilhas, muito longe.
Foram para lá, cada uma por um motivo e outras pelo mesmo, que não dá pra evitar.
-
É a minha evolução. (ou não?)
Por isso tanta distância da minha ilha. Uma distância angustiante de alguns, uma distância precisada de outros.
Se for para acontecer, melhor explodir sozinha.
Só fica quem me ama o bastante para ir pelos ares comigo.
-
As minhas bases implodiram. Se desabaram. São poeira de mim do passado.
Doeu. Machucou. Angustiou. Demorou.
Mas eu mudei. Vê, mundo? Mudei. Não sei se pra melhor. Não creio que para melhor.
-
Agora eu ando sozinha. Não tenho mais quem tinha.
Não acredito que vá ter de novo algum dia.
Só uma pessoa me acompanha.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Iniciada
Nessa vida ainda sou uma criança tentando se equilibrar
Sou bebê, recém-nascida.
Mas já sou capaz de amar, e amo
Já desejo algo, embora não conheça o desejo em si
E o que eu desejo é mais desse mel, substância anti-razão
Que tão intensamente inflama o meu coração.
Essa substância, esse mel, esse vinho que melhora com o tempo
Seja romântico, seja moderno
Encontrou em mim um gene que eu não sabia que existia
E eu gosto mais de mim assim
A poesia, ah, a poesia
A arte fina misturada com um pedaço da alma de quem escreve
E com uma pitada de tudo mais que existe
E um pouco de uísque, talvez...
Encontrei um oásis, um lugar pra eu me esconder
Para eu me encontrar, me despir e descobrir e descobrir
Que eu não sabia que eu era eu, e que eu não conhecia um dos grandes prazeres da vida.
domingo, 24 de outubro de 2010
À uma amiga
Manifesto romântico?!
sábado, 23 de outubro de 2010
Inception
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Off the record
Não é uma das minhas tentativas de misturar poesia com meus desabafos. Pelo menos não conscientemente. É puramente desabafo.
Tem um filósofo, não lembro qual agora, meu professor de filosofia que me perdoe, que diz que tudo o que olhamos já vemos com olhos humanos. Com isso ele dizia (com palavras muito mais adequadas) que nunca vemos nada plenamente, vemos o que nossa condição de humanos com todas as suas conseqüências nos mostra.
Então, acho que isso explica certas cegueiras. Explica também o meu olhar implicante sobre certas coisas.
Se tenho raiva? Sim. Muita. Não nego. Também já não me importo. Perdão, mas não tens mais a importância que tinha algum tempo atrás. É uma mudança prevista e inevitável. E não pense que não dói admitir. Passei muito e esgotei pensamentos pra chegar até aqui.
É difícil ser apaixonada por uma idéia. Leia bem, por uma idéia. Algo que não existe. Talvez essa minha tese explique muita coisa.
Minha paz está longe daqui.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Eu
Escrevo pra me expor.
Nasci nua e assim permaneci.
Se não me despir, explodo.
Quero jogar fora aqui todo o meu pessimismo.
Tudo em que eu não acredito.
Tudo o que eu já acreditei e quero deixar pra trás.
Se eu pudesse, trocava de alma.
Não sei mais lidar com essa aqui.
Será que dá pra mudar?
-
Não sei lidar com eu não sei o que fazer.
Sinto-me fraca, mas saber e ter consciência disso dói, mãe.
Mãe, eu quero ser que nem você.
Eu quero conseguir ignorar tudo o que já foi importante pra mim.
Não dá mais certo. Não funciona mais.
Eu não acredito mais.
Odeio mudanças.
Mas também odeio rotina.
Quero mudar e quero permanecer. Por que tantos paradoxos?
Se eu pudesse escolher, seria no máximo uma... metáfora, talvez.
Uma forma implícita de comparação.
Não sei.
-
Quando foi que eu me perdi de mim?
Quando foi que eu perdi o controle?
Tudo isso é realmente tão forte assim?
Ou eu estou enfraquecendo com o tempo?
Não deveria ser ao contrário? E aquela história de aprender com as experiências?
Só comigo que não dá certo?
Sinto frio e tremo.
Tenho medo de ficar sozinha. Não aceito e brigo.
Mas quem sou eu pra ir contra isso?
O mundo é mais forte que eu.
Eu não consigo aceitar.
Sempre tive uma dificuldade desagradável de ver onde estou errada.
Eu não quero falar sobre isso, mas eu quero que todos saibam sobre isso.
Quero me expor. Apesar do frio, quero estar nua.
Não sei porque. Sempre fui assim.
-
É meu, e eu não vou desistir.
Isso se eu conseguir evitar.
Por que tem que ser tão difícil gostar?
Me desculpa. Eu não sei o que fazer. Não é culpa minha.
Sempre fui assim.
Não sei mais o que fazer por mim.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
As tuas lágrimas salgadas
Hoje, sentados no nosso sofá da sala, senti o gosto das tuas lágrimas, por mim derramadas. Não, não chore; não é culpa sua. [i]Não é você, sou eu.[/i] É coisa de momento. Minha antiga eu irá voltar por você. E desculpe-me, meu querido, mas foi lindo te ver chorar... vi na água que saía dos seus olhos o seu sentimento por mim, e o meu por ti nelas refletido. Sequei seu rosto com os meus lábios. No seu desabafo encontrei a nossa paz há algum tempo esquecida. Peço perdão pelos últimos dias. Vai passar. Enquanto isso, espera por mim, meu querido, eu vou voltar. Você continua sendo e jamais deixará de ser aos meus olhos aquele belo pelo qual me exaltei naquele dia de março. Espera-me, meu querido, eu vou voltar. Não chore por mim, deixa que, se necessário, eu choro por ti.