Nessa vida ainda sou uma criança tentando se equilibrar
Sou bebê, recém-nascida.
Mas já sou capaz de amar, e amo
Já desejo algo, embora não conheça o desejo em si
E o que eu desejo é mais desse mel, substância anti-razão
Que tão intensamente inflama o meu coração.
Essa substância, esse mel, esse vinho que melhora com o tempo
Seja romântico, seja moderno
Encontrou em mim um gene que eu não sabia que existia
E eu gosto mais de mim assim
A poesia, ah, a poesia
A arte fina misturada com um pedaço da alma de quem escreve
E com uma pitada de tudo mais que existe
E um pouco de uísque, talvez...
Encontrei um oásis, um lugar pra eu me esconder
Para eu me encontrar, me despir e descobrir e descobrir
Que eu não sabia que eu era eu, e que eu não conhecia um dos grandes prazeres da vida.
*____*
ResponderExcluirEsse foi um dos textos mais marcantes que você já fez amiga. Gostei muitoo dele!
ResponderExcluirNão vou nem comentar a influência do uísque no seu poema, pra não ser chamada de implicante. rsrsrsrsrs Continue assim, minha poetiza.
Eu posso explicar: fiz esse poema enquanto assistia o filme do Vinicius de Moraes, e o tempo todo era comentado o quanto ele gostava de uísque. Só isso, migs. rs
ResponderExcluirMas Freud também explica...rs *-*
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