Clicadas

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Iniciada

Nessa vida ainda sou uma criança tentando se equilibrar

Sou bebê, recém-nascida.

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Mas já sou capaz de amar, e amo

Já desejo algo, embora não conheça o desejo em si

E o que eu desejo é mais desse mel, substância anti-razão

Que tão intensamente inflama o meu coração.

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Essa substância, esse mel, esse vinho que melhora com o tempo

Seja romântico, seja moderno

Encontrou em mim um gene que eu não sabia que existia

E eu gosto mais de mim assim

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A poesia, ah, a poesia

A arte fina misturada com um pedaço da alma de quem escreve

E com uma pitada de tudo mais que existe

E um pouco de uísque, talvez...

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Encontrei um oásis, um lugar pra eu me esconder

Para eu me encontrar, me despir e descobrir e descobrir

Que eu não sabia que eu era eu, e que eu não conhecia um dos grandes prazeres da vida.

4 comentários:

  1. Esse foi um dos textos mais marcantes que você já fez amiga. Gostei muitoo dele!
    Não vou nem comentar a influência do uísque no seu poema, pra não ser chamada de implicante. rsrsrsrsrs Continue assim, minha poetiza.

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  2. Eu posso explicar: fiz esse poema enquanto assistia o filme do Vinicius de Moraes, e o tempo todo era comentado o quanto ele gostava de uísque. Só isso, migs. rs

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  3. Mas Freud também explica...rs *-*

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