(Para Natália Rezende, mais ou menos uma resposta ao seu texto Hora da Fuga?, postado no blog Rabiscos)
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É claro que eu não vou dizer que tenho, oh meu Deus, uma grande experiência de vida (ainda bem). Não. Porém, gosto do fato de ter tido experiências, mesmo que poucas, o bastante para ter mudado alguns princípios, crenças e opiniões que eu tinha há uns dois anos. Mesmo que as minhas visões de hoje em dia não sejam as ideais, mesmo que elas provavelmente viessem a me machucar profundamente hoje em dia se eu tivesse que pô-las em prática, gosto delas assim.
Medo já me atrapalhou muito. Já fiz e não fiz muita besteira ou coisas certas por causa disso.
Medo é inútil no amor, na paixão. Não adianta se proteger. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. É tudo questão de quanto tempo vai demorar até você explodir ou ser alcançada (o). (Posso poetizar a questão? É tudo questão de quanto tempo vai levar pra você roubar um beijo, para fazer uma declaração, para começar a ficar desesperada e fazer coisas que vão te fazer rir da própria cara muito tempo depois.) Fugir de uma paixão é como correr numa esteira. Você cansa, gasta força (física e de vontade), pensando que vai conseguir sair do lugar (emagrecer, por exemplo). Para as pessoas mais sinceras consigo mesmas, elas pelo menos já fazem isso com alguma consciência... fazem isso por sentir que devem tentar seguir o racional antes de se jogar no abismo da emoção.
Eu gosto da sensação do perigo. Gosto do frio na barriga. Gosto do sofrimento, da agonia, de me sentir viva apaixonada e amando! Gosto! Amo amar! Gosto de cair, de me jogar... eu sou contra o pára-quedas. Eu só quero um avião que me jogue no ar, que me deixe longe do chão.
Mas alguns vão dizer que não são masoquistas. Que dói. Que machuca. Que ser rejeitada é difícil, que o risco é grande demais, que as consequências são sérias demais. Mas, me diga, se você evitar tudo isso, como você vai crescer? Como você vai ser alguém de verdade? Como você vai aprender? Como crescer sem levar uns tapas? Os erros ensinam mais do que qualquer coisa. Só sentindo um gosto amargo se valoriza o doce.
"Navegar é preciso; viver não é preciso"
Tem horas que o medo é realmente útil, eu aceito isso e meu coração continua aberto. Mas ninguém sabe o que é amor, o que é paixão, o que define isso e aquilo. Então, por que aplicar regras da razão a algo que ninguém nunca vai conseguir definir o que é em essência?
Se você quer esquecer alguém, beije-a. Fique com ela o tempo todo (à primeira vista isso parece irracional; mas a lembrança do calor daquele corpo humano tão cruelmente desejado é de longe melhor do que a ausência desta). Tome um porre e grite "eu te amo!" em um microfone alto. Fale um monte de besteiras. Seja romântica (o).
Cada paixão, amor, amor platônico, sentimento, até amizade colorida (???) é único. Não se contenha; viva. Exploda o coração levando-o ao êxtase em número de batidas por minuto. Ignore o cérebro, ele não deve ser muito usado em certos momentos. Não há nada que possa ser levado desta vida, então ao menos obtenha algo que ninguém vai te tirar: a sua vida vivida, suas experiências, suas lembranças, seus prazeres, seus beijos molhados, abraços em dias de sol...
Como tudo tem porém, faço minha ressalva: sou fruto do meu tempo e do meu estado de espírito. Mas digo que não quero desistir das minhas opiniões de agora... mas também não acho que eu tenha controle sobre mim. Quem sou eu diante do mundo e do que ele quer de mim?
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Renata, 23/24 de outubro de 2010.
Eu demorei pra comentar esse texto porque você sabe o quanto ele mexe comigo...mas lá vai.
ResponderExcluirOlha, esse texto mostra um resumo de quem você é, não pelo fato de você ser louca e viver aloprando por ai (porque isso não é verdade)ou de usar o "Carpe Diem" como filosofia de vida (mesmo você chegando bem perto disso).Mas por mostrar aquilo que você tenta ser, como se fosse uma filosofia em construção..a sua filosofia de vida. Muita coisa do que está escrito ai, você já me disse pessoalmente, e isso é fantástico,torna o texto pra mim mais verdadeiro, consigo ouvir sua voz quando o leio.
Bom, eu poderia dizer aki o que eu sou e fazer uma ponte com o seu texto, mas isso além de ser deprimente, seria também desnecessário porque você me conhece. Você só precisa saber que quando li seu texto eu tive que ler pausadamente, mais lentamente do que eu costumo ler, tive que mastigar as palavras e digerir elas com muito cuidado para não engasgar.
É baby, uma das marcas de um excelente texto é o fato de ele falar com as pessoas, se materializarem e até darem tapas na cara! rs
E você fez isso com êxito...
Ah, esqueci de ser menos formal..rs:
ResponderExcluirEu ameeeeeeeeeeei!!!
Lindooooooooooooo!!!
Nem precisa dizer o apelido né?
Clarice Lispector! rs
Muito orgulho de você amiga. *___*
opasdkpoaskdopaksd
ResponderExcluirBoba <3