Clicadas

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A se pensar:

Hoje durante uma das aulas dos últimos tempos, a diretora da minha escola pediu licença para dar um recado à turma. Ela disse que havia recebido um e-mail do secretário de educação dizendo que agora, quem sofresse bullying, deveria denunciar o acontecido diretamente a ela, e o aluno que tivesse cometido a brincadeira de mal gosto deveria ser levado à delegacia. Ela disse que foi deixado bem claro, em letras garrafais, que isso "É UMA ORDEM".
Pois bem. Enquanto falava sobre o assunto, ela se lembrou de um episódio que aconteceu na escola há 4 anos, mais ou menos.
Um garoto de 26 anos, com deficiência que o fazia ter mente de uma criança, estava matriculado na escola. Em uma aula dessa mulher, que hoje em dia é diretora do colégio mas na época era então professora, ele colou vários papéis de bala no rosto. A professora viu que alguns alunos da sala riam dele. Ela desceu, falou com a coordenadora que ia mandá-lo para a direção. Mandou. Quando este voltou à sala, disse a diretora, ele estava muito feliz, extremamente contente. A então professora perguntou o porquê. Ele disse que era porque a coordenadora havia posto uma anotação em sua caderneta, assim como fazia com os outros alunos.

2 comentários:

  1. Tipicamente cabralista: resolve-se tudo por decreto ou por ordens. A solução do bullying tá na repressão... Não, tipicamente cabralista não; tipicamente militarista. Não há que se estranhar, né? Lembremos da UPP e do tiro diferente em Copacabana...

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  2. ''assim como fazia com os outros alunos''...precisa dizer mais alguma coisa? ser tratado como igual,ser mais um,fazer parte...mesmo que estranhamente, a condição ''parte'' importa pra alguns

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