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"É preciso ter o caos dentro de si para dar à luz a uma nova estrela." Nietzsche
Clicadas
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Beleza é alimento
Ser humano se alimenta de beleza. O ser humano precisa viver com coisas lindas. Seu estado de espírito, seu modo de ver a vida, tudo é proporcional ao tanto de beleza que ele consome, vê, sente. É isso que nos leva a fazer coisas idiotas. É isso que nos leva a crer em mentiras. É isso que nos faz achar, por exemplo, que um relacionamento defeituoso onde o que existia era uma vida chata era muito melodramaticamente romântico, então era bonito, então talvez aquela fosse a pessoa certa. É isso que nos faz achar sempre que amamos, que nos faz procurar amor em cada canteiro e até em lata de lixo; não dá pra viver sem isso. Nós corremos atrás do amor até criar uma proteção no rosto, depois ter esbarrado em paredes tão duras e tantas vezes. Paredes que pareciam feitas de vapor, de cheiro de flores numa primavera especial, e que por isso nos embriagavam e nos faziam acreditar que íamos chegar naquele lugar além de tudo... mas no final, no maldito final (que é "sempre ruim" se não "seria um começo", muito bem colocado) são só tijolos.
(Eu não sei como terminar esse texto. É uma dissertação sem conclusão.)
Eu amo uma pessoa. Sei que amo. Não estou admitindo aqui amor como tudo aquilo tão idealizado, o que acaba nos levando a ter sempre um certo medo, receio, de dizer "eu te amo". Eu amo, só. Eu me sinto feliz e quero estar com ele.
Isso me leva a fazer planos, a sonhar. A falar como seria a nossa casa (com quintal porque eu quero ter um cachorro), sobre as viagens (quero conhecer Bariloche, parece tão belo), sobre filhos (uma menina, Sophia, com "ph" porque eu quero que venha da palavra grega...), sobre uma vida (feliz). Eu tenho medo. Tenho medo que essa seja mais uma parede de tijolos. Normalmente eu simplesmente me jogaria porque nos últimos tempos eu não me importo de cair, desde que a queda valha a pena. Porém, com as reflexões de hoje em dia... e se eu me tornar amarga? Se não der certo e eu não aceitar, e se eu acabar com a minha vida (metaforicamente falando) por causa disso? Talvez eu não quisesse me envolver tanto, mas eu não quero realidade na minha vida, eu quero romance. Todo mundo quer isso, mesmo que negue. Eu quero ser feliz com essa pessoa e para sempre. E não quero me separar depois, mesmo que se eu olhar para trás eu tenha tido belíssimos momentos.
Não sei mais o que dizer. Acho que eu só não quero que eu tenha momentos sem beleza na minha vida.
A arte existe porque a vida não basta.
Ferreira Gullar
(Eu não sei como terminar esse texto. É uma dissertação sem conclusão.)
Eu amo uma pessoa. Sei que amo. Não estou admitindo aqui amor como tudo aquilo tão idealizado, o que acaba nos levando a ter sempre um certo medo, receio, de dizer "eu te amo". Eu amo, só. Eu me sinto feliz e quero estar com ele.
Isso me leva a fazer planos, a sonhar. A falar como seria a nossa casa (com quintal porque eu quero ter um cachorro), sobre as viagens (quero conhecer Bariloche, parece tão belo), sobre filhos (uma menina, Sophia, com "ph" porque eu quero que venha da palavra grega...), sobre uma vida (feliz). Eu tenho medo. Tenho medo que essa seja mais uma parede de tijolos. Normalmente eu simplesmente me jogaria porque nos últimos tempos eu não me importo de cair, desde que a queda valha a pena. Porém, com as reflexões de hoje em dia... e se eu me tornar amarga? Se não der certo e eu não aceitar, e se eu acabar com a minha vida (metaforicamente falando) por causa disso? Talvez eu não quisesse me envolver tanto, mas eu não quero realidade na minha vida, eu quero romance. Todo mundo quer isso, mesmo que negue. Eu quero ser feliz com essa pessoa e para sempre. E não quero me separar depois, mesmo que se eu olhar para trás eu tenha tido belíssimos momentos.
Não sei mais o que dizer. Acho que eu só não quero que eu tenha momentos sem beleza na minha vida.
A arte existe porque a vida não basta.
Ferreira Gullar
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