Clicadas

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O que foi

Respeito pelo o que foi
Receio de ignorar tudo que foi bom
Medo das fotos não terem mais porquê de ser
ou de simplesmente não emocionarem mais.

Minto.
Melhor dizendo,
o medo é do passado emocionar demais
por fazer pensar que é impossível voltar.

E o que revolta,
o que angustia,
é que tínhamos, achava eu,
tudo para provar que o para sempre existe.

Mas não. Agora sobrou só esse nada.
Esse vazio frustrante.
Temos forma, mas nenhum conteúdo
(foi sugado pela vida e suas ironias)
Agora só temos este respeito pelo o que foi.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A propósito...

AAAAAAAAACABOU O VESTIBULAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR!!
POSSO SER NORMAL DE NOVO, POSSO LER, POSSO VER FILMES E SÉRIES SEM ME SENTIR INÚTIL
E VIVA O MEU DIREITO DE SER VAGABUNDA, MAS CULTA!


(a idéia de vagabunda culta veio de uma conversa com a @nataliiemoore)

Amizade

Já não acho mais que são verdades as coisas que parecem mais bonitas, pelo menos algumas, mas já é alguma coisa.
Comentando sobre aquela que eu conheço mais: amizade.
Não existe amizade "de verdade", ou pelo menos, esta não é eterna. Não há nada eterno. Tudo, absolutamente tudo, é passível de ter fim. Além disso, esse fim pode acontecer por quase que qualquer motivo; só precisa ser "desenvolvido do modo certo". Portanto: "amizade de verdade não tem fim" é lindíssimo, e é muito bom e bem mais fácil acreditar nisso... mas não é verdade. Pelo menos eu não acredito que seja. Pra mim, hoje em dia, isso parece absurdo demais para acreditar.
Poréééém!
Existe a amizade. Existem os momentos.
Acredito sim que exista uma relação belíssima entre duas pessoas sem segundas intenções ou interesses individuais. Não tem que durar pra sempre para ser de verdade. É uma noção que deve (eu devo) ser repensada e entendida. Sempre se pensa no sempre, no muitos anos e etc. E é muito gostoso acreditar nisso. É muito gostoso, confortável, doce e traz segurança acreditar que quando você tem algo, você nunca perde. Mas não é assim, essa não é a verdade.
É triste e perfeitamente possível que uma amizade que você ame e preze se perca por motivos que não estão ao seu alcance cuidar. (Ou pode acontecer de ser impossível ser menos egoísta.)

Afinal, o que eu quero dizer, e o que eu tenho que fazer, é que é preciso entender que as coisas têm fim e que isso é assim e pronto.

P.S.: "Nunca diga nunca" - Há coisas que eu preciso acreditar que são eternas. 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Eu e você, sobre você, para você, contigo

Encantada,
liberdade,
inesperado,
sincero,
estupendo,
ultra-romântico.

Só porque achei fofo:

Renata (R) diz (22:26):
quero meu cabelo assim de novo, mimimi
Natália Rezende diz (22:29):
*oooooownnnnnnnnnn
*tah linda*-*
Natália Rezende diz (22:30):
*foi assim que eu te conheciiiiii *-*
Renata (R) diz (22:30):
*Owwwwwnn *-*


(como a Natália me conheceu:)


Bom dia, queridos professores! (parte I)

Professor Cícero (de filosofia) e professora Regina (de história). Me deram aulas em dois anos do meu 2o grau.

Não dá pra agradecer por tudo. Mas não custa tentar!
Obrigada por me fazerem pensar, cada um ao seu modo. Obrigada por mudarem minhas visões sobre coisas, a questionar, a não aceitar tudo que me impõem. Vocês são parte de mim e da história e da filosofia da minha vida!
Segundo meu professor de filosofia em uma das suas aulas, um dos vários paradoxos sobre o amor:
Quando há uma separação, quando um amante deixa de querer o outro, este que não é mais querido morre. Morre apesar de estar vivo. (E se serve de consolo, essa morte leva à maturidade.)